domingo, 22 de maio de 2011

Pra te lembrar.

  Entre a idéia de tentar encontrar uma forma de demonstrar através de todas as minhas atitudes que te esqueci fez com que  descobrisse o quanto és especial em minha vida ainda.  E a última semana, algo aconteceu, que alterou toda minha percepção a ponto d'eu perceber que "sorvete de creme com passas não tem mais sabor" quando longe de ti.
  Lutei contra isso, não quis admitir, apesar dos fatos. Ter-te ao longo de minha vida, mesmo que só como uma lembrança do passado é melhor a não ter-te de forma alguma. Perder a imagem do seu rosto, o seu cheiro, não poder mais ver aquele sorriso e o olhar em minha memória... O receio em perder isso ao te esquecer tem uma sombra assustadora. Se eu não te matasse, e não apagasse, estarias ali, pelo menos era isso que eu pensava.
  Talvez ainda pense, mas acho que, no fim, meu problema é que eu penso demais. E quando envolve você, tudo o que consigo fazer é sentir. Meus sentimentos e eu temos um abismo entre nós, que venho tentando reunir novamente desde que você se foi, mas parece que a ponte nunca vai está completa. Tudo o que eu sei, que sinto, é como me sinto bem quando penso em ti. 
  E tudo que anseio, que sonho, espera, às vezes com uma esperança de natureza infantil, não tem a ver com lógica, probabilidade ou quantificação, tem a ver contigo, sobre o que sinto. Apesar dessa discrepância, minha mente e meu coração convergem num ponto em comum: eu te amo. A mente concorda que você é a única pessoa confiável a quem eu poderia dar a guarda do meu coração sem qualquer insegurança ou receio pelo resto da minha vida. Já o coração... Ele quer continuar a ser teu.

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